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O Modelo Minnesota
E
Psicologia Arquetípica

Durante a Segunda Guerra Mundial, nos manicômios públicos dos Estados Unidos faltavam terapeutas profissionais, e no hospital psiquiatra do Estado de Minnesota então, Alcoólicos Anônimos foram convidados a tratar os dependentes químicos, e assim começou uma modalidade de tratamento conhecido como “O Modelo Minnesota”, em que:

  • O conselheiro é um participante no processo em vez de um terapeuta profissional controlador.
  • O objetivo do paciente é descobrir uma nova perspectiva de vida, uma nova maneira de viver neste mundo.
  • Nem o paciente, nem o conselheiro pode prognosticar o caminho da recuperação.
  • Um espaço é criado em que todos os valores e convenções são questionados.
  • A probabilidade de uma mudança é maior quando o dependente compartilha sua estória e ouve as estórias de outros dependentes num contexto grupal.

Isto é a base de tratamento de Vila Serena, mas a dificuldade nos últimos 25 anos tem sido manter o foco do programa no grupo e encorajar os conselheiros a atuar como participantes no processo terapêutico, remando no mesmo barco, em vez de adotar a postura de terapeutas profissionais.

Difícil porque o conselheiro com as melhores das intenções, tem a tendência de acumular muita experiência e começar a objetivar, literalizar e codificar sua abordagem numa metodologia e assumir a postura do terapeuta que tem a resposta para cada caso.

Descobrimos que estudando e aplicando Psicologia Arquetípica como entendemos para o processo terapeutico, tem sido útil para manter uma clima aberto com muita energia.

A apresentação de “Os Ventos de Vida e Dependência Química – Uma Aplicação de Psicologia Arquetípica” anexo, é uma tentativa de ajudar o conselheiro a sempre manter uma mente aberta e ver o processo grupal como algo sempre novo e fascinante.

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Disponível também é uma apresentação detalhada de 34 páginas do "O Modelo Minnesota no Brasil" com comentários de James Hillman.

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